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SESSÃO 13

Antropologia e Moçambique

Junod

Camilo de Sousa, Matheus Serva Pereira e Paulo Granjo em conversa a partir da projecção de Junod, documentário sobre o missionário suíço etnografo dos vatsonga de Moçambique, botânico e colector de borboletas. 

Fotograma do documentário "Junod": Etienne Junod, filho de Henri-Alexandre, com sua amiga de infância durante festa de abertura do centro Junod, arredores de Maputo

19 de Junho, 17h
Auditório Sedas Nunes (
ICS-ULisboa)

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante com múltiplas actividades: antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção. Filmado em Moçambique e na África do Sul, países onde Junod viveu, acedemos ao seu retrato através de intelectuais, seguidores e descendentes deste pensador e pioneiro da botânica e entomologia, que situam a diversidade e especificidades do seu trabalho.

A projecção é seguida de uma conversa entre Camilo de Sousa,

realizador, Matheus Serva Pereira, investigador especializado em História social da África e Paulo Granjo, antropólogo.

Junod foi produzido em 2006, Moçambique/África do Sul, 43 min. Ganhou o prémio FUNAC no DocKanema. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Camilo de Sousa é realizador e produtor, tendo participado em mais de uma centena de produções cinematográficas. Entre 1980 e 1991 trabalhou no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique. Em 1992 participou na criação da primeira cooperativa independente de produção de imagem. Em 2001 associou-se à produtora Ébano. É membro fundador e vice-presidente da Associação Moçambicana de Cineastas, AMOCINE, criada em 2003. Junod é um dos seus filmes premiados.

Matheus Serva Pereira é historiador, Doutor em História Social da África, pela UNICAMP, com financiamento da FAPESP. Pós-doutorando no departamento de História da Unicamp e Investigador no ICS-ULisboa. Desenvolve pesquisas sobre os subúrbios da capital moçambicana, os ritmos musicais urbanos e suas relações com as transformações decorrentes durante o período colonial e pós-colonial em Moçambique. Fez parte da equipe de investigadores do projeto temático desenvolvido no CECULT-UNICAMP, "Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica". Coordena o projeto "Moçambique: independência e nação no Repertório de História da África do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL-Unicamp)".  

Paulo Granjo é antropólogo, focando-se em contextos industriais em Portugal e Moçambique. Tem estudado as concepções e respostas sociais às ameaças e riscos, a partir do conceito de “sistemas de domesticação da incerteza”; como também a integração da complexidade dos fenómenos sociais na análise que acerca deles é feita, com inspiração na “teoria do caos” em contextos tão diversos como na adivinhação e cura, feitiçaria, práticas familiares e lobolo, linchamentos e protestos violentos, reintegração social de veteranos, a discriminação de gémeos e albinos, alterações climáticas ou a precariedade laboral. Publicou sobre esses temas 10 livros e mais de meia centena de artigos.

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